Presidente da Concelhia do PSD - Mensagem de balanço da campanha
A campanha no concelho de Valongo tem proporcionado momentos pouco dignos para a população. Os candidatos, nossos adversários, têm feito críticas e apresentado propostas a seu bel prazer, revelando desconhecimento da realidade do concelho. Alguns pensam que a população não anda atenta e que irá acreditar em tudo que se lhe apresenta. Noutros casos verificamos ainda a total ausência de respeito em relação aos reais interesses do concelho e da população.
São vários os exemplos que podemos apontar:
No caso do dr. Afonso Lobão é nítido o desconhecimento que revela acerca da realidade do concelho. No seu programa são apresentadas várias propostas que não se compreende sequer a sua inclusão, uma vez que tais medidas foram já implementadas pela actual Câmara Municipal. O PS quer criar um programa de teleassistência ao domicílio. Ora, esquece-se a candidatura de Afonso Lobão que desde Fevereiro existe o Valongo em Linha, um projecto de teleassistência domiciliária. «É tempo de Mudar», diz. Mudar o quê? Se a sua candidatura propõe exactamente o que já existe. O mesmo se pode dizer em relação quanto à necessidade da autarquia definir um projecto social integrado, referindo-se ao aumento de casos de violência doméstica. Não terá Afonso Lobão ouvido ou lido sobre o já criado Gabinete de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica? Mais uma vez perguntámos: É tempo de mudar o quê?
No caso de Maria José Azevedo e da «Coragem de Mudar» tivemos a oportunidade de assistir a um ziguezague de estratégias. Num momento tivemos uma candidata independente contra o despesismo na campanha, garantindo que a «Coragem de Mudar» “não irá afixar outdoors de grandes dimensões que custa, cada um, o equivalente a dois salários mínimos”. Passado pouco tempo, Maria José Azevedo teve coragem de mudar de opinião e inundou o concelho de cartazes e com alguns “ao alto para marcar a diferença”. De facto, marcou a diferença. Mostrou que nem tudo o que o que diz é para cumprir. Connosco o que dizemos é para cumprir. Connosco não há mudanças de estratégia.
Durante a pré-campanha, Maria José Azevedo tentou paralisar a actividade do executivo, mas com as acções tomadas só fez com a população fosse prejudicada. Falhou o alvo. E voltou a falhar quando, num claro aproveitamento político, seguiu até Fátima cerca de três mil idosos que participavam na peregrinação anual ao Santuário. Sem qualquer noção do ridículo e do local em que se encontrava, juntamente com a sua comitiva entoou cantigas de um completo mau gosto. No entanto, acabamos por compreender a ida de Maria José Azevedo ao Santuário de Fátima. É que só com ajuda Divina poderá ganhar as eleições de 11 de Outubro. Com os votos da população de Valongo não será certamente. Essa tem memória e sabe quem está a defender os reais interesses do concelho. A população não se vai esquecer que a drª Maria José recusou a vinda de novas empresas para o concelho e a construção de novas infra-estruturas desportivas, bem como de um lar de terceira idade para Ermesinde.
Por tudo isto, considero ridícula e mesquinha a campanha desenvolvida pela drª Maria José. Só faz este tipo de campanha quem não sabe fazer melhor, como aliás provou quando foi vereadora da Câmara do Porto, onde foi um verdadeiro desastre. Ainda hoje o dr. Rui Rio tem situações para resolver, fruto dos disparates feitos nos bairros municipais. Nunca a Câmara do Porto tinha sido tão mal servida!
João Paulo Baltazar,
Presidente da Comissão Política Concelhia do PSD/Valongo